📖 Navegar na Bíblia:
‹

Gênesis 36:41

›
✍️ Por Alberto Adriano·5 de setembro de 2026·⏱️ 17 min de leitura·👁 36 acessos
o chefe Oolibama, o chefe Elá, o chefe Pinom,
Monte escuro de escória de fundição no fundo de um vale desértico, com restos de fornos de pedra e encostas avermelhadas ao redor.

Estudo


o chefe Oolibama, o chefe Elá, o chefe Pinom,

1. Introdução

Três nomes, e dois deles podem ser as duas coisas mais valiosas que Edom tinha.

O versículo continua a lista de distritos aberta no versículo anterior — o critério é territorial, e já foi discutido lá. O que este acrescenta são nomes que, ao contrário da maioria, encontram correspondência fora do capítulo.

Dois pontos merecem atenção.

O primeiro é Elá, que vários intérpretes identificam com Elate, o porto no fundo do golfo de Ácaba — a saída de Edom para o mar Vermelho.

O segundo é Pinom, que corresponde provavelmente a Punom, lugar mencionado no roteiro do êxodo em Números 33 e associado à região de minas de cobre do vale do Arabá.

2. Contexto Histórico e Cultural

Por que o cobre valia tanto

Antes do ferro, o cobre era o metal do mundo. Ferramenta, arma, panela, ponta de lança, espelho, vasilha de templo — tudo o que exigia dureza saía dele, quase sempre ligado ao estanho para formar bronze.

E ele não está em qualquer lugar. As jazidas acessíveis eram poucas, e quem as controlava tinha um bem que todos os vizinhos precisavam comprar.

O vale do Arabá, entre o mar Morto e o golfo de Ácaba, é uma dessas raridades. O minério aflora ali, e o combustível para fundi-lo — arbustos do deserto — existia em quantidade suficiente.

Como se fazia

O trabalho era brutal em todas as etapas.

Primeiro cavavam-se galerias estreitas na rocha, com marreta e cinzel, para arrancar o minério. Depois ele era triturado e levado aos fornos, onde se queimava carvão em temperatura muito alta durante horas, com fole. O metal escorria para o fundo e a escória era descartada.

É essa escória que sobrou. Os montes negros de resíduo de fundição em Khirbat en-Nahas — o nome árabe significa, literalmente, "ruínas do cobre" — cobrem hectares e chegam a metros de altura. Escavações ali recolheram dezenas de datações por carbono que situam a produção principal entre os séculos XII e IX a.C.

O tipo de mão de obra empregada é discutido. Séculos depois, no período romano, sabe-se que as minas da mesma região funcionavam como pena: condenados eram enviados para lá, e o trabalho era considerado castigo grave. Sobre o período antigo há menos certeza, e a hipótese de trabalho forçado é razoável sem estar demonstrada.

O porto no fim do deserto

No extremo sul, onde o Arabá encontra o mar, ficava a única saída marítima daquela região inteira.

Dali partiam as rotas para a Arábia e para a costa africana. Foi de lá que a frota de Salomão saiu em busca de ouro, segundo 1 Reis 9:26, num porto chamado Eziom-Geber, "junto a Elote, na praia do mar Vermelho, na terra de Edom".

Aquele ponto mudou de mãos várias vezes. 2 Reis 14:22 registra que Azarias reconstruiu Elate e a devolveu a Judá; 2 Reis 16:6 registra que os edomitas a retomaram. Um porto assim é o tipo de lugar por onde se briga durante séculos.

3. Análise Teológica do Versículo

"o chefe Oolibama"

O nome já apareceu duas vezes neste capítulo, e nas duas era de mulher: a mulher de Esaú, no versículo 2, e a filha de Aná, no versículo 25.

Aqui aparece como chefe, e é o segundo caso do mesmo tipo em dois versículos — o primeiro foi Timna. A conclusão que os dois casos sustentam é a que o versículo anterior já discutiu: esta lista enumera lugares, não pessoas.

O distrito não foi identificado.

"o chefe Elá"

Aqui a lista pode sair da névoa.

Keil e Delitzsch (dupla de hebraístas alemães do século XIX) identificam este Elá com Aila — a Elate da Bíblia, o porto no fundo do golfo de Ácaba, onde hoje ficam Áqaba e Eilate.

A identificação se apoia na semelhança do nome e na importância do lugar: seria estranho que uma lista de distritos edomitas omitisse justamente o ponto de saída para o mar.

Ela não é certa. O nome Elá é comum em hebraico — significa terebinto, a árvore grande de folha caduca, e aparece como nome de vale, de rei de Israel e de homem. Um distrito chamado "o carvalho" não precisa ser porto nenhum.

Registre-se, portanto, como identificação plausível e não estabelecida.

"o chefe Pinom"

Esta é a mais firme das três, e a mais interessante.

Pinom corresponde muito provavelmente a Punom, lugar que aparece em Números 33:42-43 na lista dos acampamentos de Israel a caminho de Canaã: "partiram de Zalmona e acamparam-se em Punom; partiram de Punom e acamparam-se em Obote". A diferença entre as duas formas é mínima e do tipo que a transmissão explica.

E Punom é identificada, com boa aceitação, com a região de Feinan, no lado leste do Arabá — o coração da zona de mineração de cobre de Edom, entre Petra e o mar Morto. O nome árabe conservou o antigo, como aconteceu com Bozra.

Se as duas identificações estiverem certas, este versículo nomeia as duas fontes de riqueza do país: o porto e as minas.

O que decorre disso, e o que não decorre

Vale separar com cuidado, porque a tentação de construir demais é grande.

Decorre que a lista de distritos, se for isso mesmo, não é aleatória: ela inclui pelo menos um lugar de importância econômica documentada por escavação. Isso reforça a leitura territorial e mostra que os nomes não são invenção.

Decorre também que Israel, no roteiro do êxodo, acampou num sítio que este capítulo atribui a Edom. Os dois textos se tocam num ponto do mapa, e nenhum dos dois comenta o encontro.

Não decorre nada sobre datas. Que Feinan tenha produzido cobre em escala nos séculos XII a IX a.C. não diz quando esta lista foi feita, nem quando o nome foi dado ao distrito. As duas informações são independentes e é preciso resistir a costurá-las.

E não decorre nada sobre quem trabalhava ali. As minas de Feinan como lugar de pena são fato do período romano; projetar isso mil anos para trás é anacronismo, e seria fácil escorregar nele.

Três nomes, três situações

O versículo é uma boa amostra do que este capítulo oferece. De Oolibama sabe-se que o nome existe no próprio capítulo em outro papel, e nada mais. De Elá há uma identificação plausível e disputada. De Pinom há correspondência num outro livro da Bíblia e um sítio arqueológico associado.

É a variação normal em listas antigas: dentro da mesma linha, um nome opaco, um discutível e um razoavelmente firme. Tratar os três com o mesmo grau de certeza — para mais ou para menos — seria erro nos dois sentidos.

4. Pessoas, Lugares e Eventos

Oolibama

Neste capítulo, nome de duas mulheres: a mulher de Esaú, filha de Aná, no versículo 2; e a filha de Aná citada no versículo 25.

Aqui é chefe, isto é, provavelmente um distrito. O nome significa algo próximo de "tenda do lugar alto", com a palavra que designa o santuário de altura.

O lugar não foi identificado.

Elá

Segundo nome da lista. A palavra significa terebinto, árvore grande e frondosa da região, e é nome comum em hebraico: há o vale de Elá, onde Davi enfrenta Golias em 1 Samuel 17:2, e um rei de Israel chamado Elá em 1 Reis 16:8.

A identificação com Elate, o porto do golfo de Ácaba, é proposta por comentaristas de peso e não é consenso.

Elate

Porto no extremo norte do golfo de Ácaba, mencionado em Deuteronômio 2:8, 1 Reis 9:26, 2 Reis 14:22 e 2 Reis 16:6.

Foi disputado entre Judá e Edom por séculos. As cidades modernas de Áqaba, na Jordânia, e Eilate, em Israel, ficam nessa mesma faixa.

Pinom

Terceiro nome. Corresponde provavelmente a Punom, acampamento de Israel em Números 33:42-43.

A identificação com a região de Feinan, no Arabá, é bem aceita. É a zona das minas de cobre de Edom, escavada de modo intensivo desde os anos 1990.

Khirbat en-Nahas

Sítio de fundição de cobre no Arabá, dentro da região de Feinan. O nome árabe significa "ruínas do cobre".

Cobre milhares de metros quadrados de escória de fundição e restos de fornos, com uma fortaleza no meio. As datações apontam produção em grande escala entre os séculos XII e IX a.C., o que reabriu a discussão sobre quando Edom se organizou como Estado.

5. Pontos de Ensino

Nem todo nome numa lista vale o mesmo

Neste versículo há um nome sem apoio nenhum, um com identificação discutida e um com correspondência em outro livro e sítio arqueológico associado.

Tratar os três do mesmo modo empobrece a leitura de duas maneiras opostas: ou se nivela tudo por baixo, como se nada se soubesse, ou se nivela por cima, atribuindo a todos a firmeza que só um tem.

A leitura útil marca o grau de cada um. É mais trabalhoso e é o que permite ao leitor saber em que pode se apoiar.

Riqueza explica geografia

Se as identificações valem, esta lista inclui o porto e a zona de minas — os dois pontos de onde vinha o dinheiro do país.

Isso não é coincidência em lista nenhuma. Divisões administrativas se organizam em torno do que produz renda, e os nomes que sobrevivem tendem a ser os dos lugares que importavam.

Quem quiser entender a história de uma região faz bem em perguntar primeiro o que se extraía ou o que passava por ali.

Dois textos que se tocam no mapa

Israel acampa em Punom, segundo Números 33. Edom tem um distrito chamado Pinom, segundo este versículo.

Os dois livros descrevem o mesmo ponto do território sem que nenhum comente o outro. É o tipo de coincidência geográfica que dá densidade ao conjunto — e que passa despercebida porque está em duas listas que quase ninguém lê.

Não empurrar o depois para o antes

Que as minas de Feinan tenham servido de lugar de pena no período romano é fato conhecido. Que servissem para isso no tempo deste capítulo não se sabe.

A tentação de completar o passado com o que se conhece de épocas posteriores é constante e produz erro consistente. O procedimento correto é datar cada informação e não deixá-las escorregarem umas sobre as outras.

6. Aspectos Filosóficos

O que faz um lugar importar

Este versículo levanta uma pergunta que listas de nomes escondem bem: por que alguns lugares entram no registro e permanecem, enquanto outros somem?

A resposta, quando é possível dar alguma, quase nunca é cultural. É econômica.

Pinom permaneceu porque ali havia cobre. Elate permaneceu porque ali o deserto encontra o mar. Os dois lugares aparecem em livros diferentes, em épocas diferentes, e continuam sendo disputados séculos depois — Elate muda de mãos entre Judá e Edom mais de uma vez, e a região de Feinan foi explorada por romanos, bizantinos e outros depois deles.

Já Jetete, Alva e Oolibama saíram do mapa sem deixar rastro. Não porque fossem menos reais, mas porque nada os prendia à memória de ninguém: não havia ali o que extrair nem por onde passar.

Há uma consequência para quem lê história antiga. O que chega até nós tem viés de riqueza: sobreviveram os nomes dos lugares que geravam renda, produziam documento e atraíam quem escrevia. A vida da maior parte da população acontecia nos outros — nos que sumiram.

E há um limite claro. Reconhecer o viés não é reduzir tudo a economia. O texto lista os distritos que listou pelas razões que tinha, e não diz nenhuma delas; a explicação econômica é a que melhor dá conta do padrão de sobrevivência dos nomes, não uma tese sobre o que quem escreveu tinha em mente.

7. Aplicações Práticas

Dizer o grau de confiança de cada informação

Três nomes, três níveis de certeza. Um estudo honesto tem de deixar isso visível.

O mesmo se aplica a qualquer relatório que junte dados de origens diferentes: número apurado, número estimado e número suposto não podem aparecer na mesma coluna sem marcação.

Quem recebe a informação precisa saber onde pisar firme. Uniformizar a apresentação é uma forma discreta de enganar, mesmo sem intenção.

Perguntar de onde vinha o dinheiro

A pergunta útil diante de qualquer território histórico é simples: o que se produzia ali e o que passava por ali.

Ela explica guerras, alianças, estradas e o próprio fato de um lugar aparecer nos documentos. E costuma explicar melhor que as razões declaradas pelos envolvidos.

Vale como método de leitura e como hábito ao avaliar disputas atuais, em que a razão apresentada raramente é a única em jogo.

Datar cada informação que se usa

As minas de Feinan como lugar de castigo pertencem ao período romano. As datações de fundição em Khirbat en-Nahas pertencem à Idade do Ferro. Este capítulo se situa em outro tempo ainda.

Misturar as três camadas produz um quadro convincente e falso.

O hábito prático é anotar, ao lado de cada dado, de quando ele é. Boa parte dos erros de reconstrução histórica — e de argumentação em geral — vem de informações corretas usadas fora da época delas.

8. Perguntas e Respostas Reflexivas

Elá é mesmo Elate?

A identificação é proposta por comentaristas de peso e não é consenso.

A favor: a semelhança do nome e a importância do porto, que dificilmente ficaria de fora de uma lista de distritos. Contra: Elá é palavra comum, que significa terebinto, e nomeia lugares e pessoas em vários pontos da Bíblia.

Pinom é Punom?

Provavelmente sim. A diferença entre as formas é mínima, e a identificação de Punom com a região de Feinan é bem aceita.

É a mais firme das três identificações deste versículo, e ainda assim convém dizer "provavelmente".

Quem trabalhava nas minas?

Não se sabe. As escavações mostram a escala da produção, não a condição de quem a executava.

A associação da região com trabalho penal é bem documentada para o período romano. Estendê-la ao período antigo é hipótese, e o mais honesto é dizer que a questão está em aberto.

Por que Oolibama aparece como chefe se era mulher?

Porque aqui o nome designa um lugar, e não uma pessoa — é o que a leitura territorial desta lista sustenta, e é o segundo caso do gênero em dois versículos.

Se o distrito foi chamado assim por causa dessas mulheres ou de alguém homônimo, o texto não diz.

9. Conexão com Outros Textos

O mesmo trecho em Crônicas

1 Crônicas 1:52 — "O príncipe Oolibama, o príncipe Elá, o príncipe Pinom."

Sem variação nos três nomes.

Punom no roteiro do êxodo

Números 33:42-43 — "Partiram de Zalmona e acamparam-se em Punom. Partiram de Punom e acamparam-se em Obote."

O mesmo lugar, do outro lado da narrativa: aqui é distrito de Edom, ali é parada de Israel.

O cobre da região

Deuteronômio 8:9 — "Terra cujas pedras são ferro e de cujos montes cavarás o cobre."

A descrição da terra prometida inclui mineração de cobre, atividade que a arqueologia confirma na região do Arabá.

Elate e o porto

Deuteronômio 2:8 — "Passamos, pois, por nossos irmãos, os filhos de Esaú, que habitavam em Seir, desde o caminho da planície de Elate e de Eziom-Geber."

1 Reis 9:26 — "Também o rei Salomão fez naus em Eziom-Geber, que está junto a Elote, à praia do mar Vermelho, na terra de Edom."

O porto aparece como referência de fronteira e como base naval. O texto de Reis o situa expressamente em território edomita.

2 Reis 14:22 — "Ele edificou a Elate e a restituiu a Judá, depois que o rei dormiu com seus pais."

2 Reis 16:6 — "Naquele tempo, Rezim, rei da Síria, restituiu Elate à Síria e lançou fora de Elate os judeus; e os edomitas vieram a Elate e habitaram ali até ao dia de hoje."

O mesmo ponto disputado ao longo de séculos, o que confirma o valor dele.

O nome Elá em outros lugares

1 Samuel 17:2 — "Reuniram-se Saul e os homens de Israel, e acamparam no vale de Elá, e ordenaram a batalha contra os filisteus."

Nome comum, formado a partir da árvore. É a razão pela qual a identificação com o porto permanece discutível.

10. Original Hebraico e Análise

Texto em português

o chefe Oolibama, o chefe Elá, o chefe Pinom,

Texto hebraico

אַלּ֧וּף אָהֳלִיבָמָ֛ה אַלּ֥וּף אֵלָ֖ה אַלּ֥וּף פִּינֹֽן׃

Transliteração

alluf Oholivamah alluf Elah alluf Pinon.

Análise palavra por palavra

אַלּוּף — alluf, "chefe". A palavra abre cada um dos três registros e já foi examinada no versículo anterior, onde aparece no plural e em estado construto.

Vale apenas notar a forma aqui: sem artigo e sem ligação com o que vem depois. Literalmente, "chefe Oolibama", como se fosse um título posto diante de um nome — do mesmo modo como se diria "distrito de tal".

אָהֳלִיבָמָה — Oholivamah, nome próprio.

Nome composto e transparente. A primeira parte é ohel, "tenda" — a mesma palavra da tenda de Abraão e da tenda da congregação. A segunda é bamah, palavra que designa a altura, o alto de um morro, e, por extensão, o lugar de culto construído em altura.

O sentido mais provável é "tenda do lugar alto" ou "minha tenda está na altura". A leitura é razoavelmente segura, ao contrário do que ocorre com a maioria dos nomes deste capítulo.

Bamah é palavra carregada no restante da Bíblia: são os "altos" que os reis de Judá ora derrubam, ora deixam de pé, e que os livros de Reis avaliam com severidade. Nada disso se aplica aqui — trata-se apenas da formação do nome, e o capítulo não faz nenhum comentário religioso sobre ele.

אֵלָה — Elah, nome próprio.

A palavra comum elah designa o terebinto, árvore grande de sombra ampla, comum na região e frequentemente ligada a lugares de encontro e de sepultamento.

A raiz por trás dela é a mesma que dá as palavras para carvalho e para árvore forte, e há parentesco de forma com el, "deus" — parentesco que os léxicos discutem e que provavelmente reflete a ideia de "o poderoso", aplicada tanto à árvore imponente quanto à divindade.

Como topônimo, o nome aparece no vale de Elá, em 1 Samuel 17. Aqui, a identificação com o porto de Elate se apoia na semelhança sonora e não na etimologia.

פִּינֹן — Pinon, nome próprio.

Aparece em Números 33:42-43 na forma Punon. A diferença está numa vogal e é do tipo que a transmissão de nomes próprios explica com facilidade.

O sentido é incerto. Propôs-se ligação com uma raiz relacionada à escuridão, o que combinaria com uma região de fundição — mas a proposta é frágil, e os léxicos a registram com reserva.

O que sustenta a identificação com Feinan não é a etimologia, e sim a conservação do nome no árabe local e a correspondência geográfica.

11. Conclusão

Três nomes, e o que se conclui deles é desigual por natureza.

A primeira conclusão é sobre Oolibama. O nome pertence a duas mulheres neste mesmo capítulo e aparece aqui como chefe — segundo caso em dois versículos, depois de Timna. Disso decorre a confirmação da leitura territorial desta lista, que o versículo anterior estabeleceu.

A segunda é sobre Pinom. A correspondência com Punom, acampamento de Israel em Números 33:42-43, é firme, e a identificação de Punom com a região de Feinan, no Arabá, é bem aceita. É a zona das minas de cobre de Edom, com produção documentada por escavação. Este é o nome mais bem ancorado de toda a lista de distritos.

A terceira é sobre Elá, e ela é mais frouxa. A identificação com Elate, o porto do golfo de Ácaba, é plausível e disputada, porque o nome é palavra comum do hebraico. Se estiver certa, o versículo nomeia numa linha só as duas fontes de riqueza do país — as minas e o porto.

A quarta é um limite, e vale tanto quanto as outras três. Nada disso permite datar a lista. Que Feinan tenha produzido cobre em determinado período é informação independente de quando o distrito recebeu o nome ou de quando o registro foi feito — e costurar as duas coisas seria construir uma cronologia sobre nada.

Resta o que o versículo mostra sobre o próprio capítulo: dentro de uma única linha convivem um nome opaco, um discutível e um razoavelmente firme. Dizer o grau de cada um é o que separa um estudo de uma coleção de afirmações.

Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Gênesis 36:41

Seu comentário passa por moderação antes de aparecer.

A Bíblia Comentada
© A Bíblia Comentada 2026. Design by Top Level
📖 Versículos comentados
Bíblia2.888 / 31.102 9,29%
Antigo Testamento2.114 / 23.145 9,13%
Novo Testamento774 / 7.957 9,73%