Deus os abençoou, e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra".
1. Introdução
Deus acabou de criar o ser humano à sua imagem. Agora, no versículo 28, Ele fala com essa criatura — e é a primeira vez, em todo o capítulo, que Deus se dirige diretamente a alguém. Aos peixes e às aves Ele havia apenas dito para se multiplicarem; ao homem e à mulher, Deus abençoa e conversa. A diferença é enorme. O ser humano não é só governado por Deus: é interlocutor de Deus, alguém a quem Deus dirige a palavra e confia uma missão.
O conteúdo dessa primeira fala tem duas partes. A primeira é uma bênção de vida: "frutificai e multiplicai, e enchei a terra". A segunda é um encargo: "subjugai a terra e dominai" sobre os animais. É o que muitos chamam de "mandato cultural" ou "mandato de domínio" — a primeira tarefa dada à humanidade, antes de qualquer lei, templo ou promessa. Somos, desde a origem, criaturas com uma missão.
Mas este é também um dos versículos mais discutidos da Bíblia nos tempos modernos. As palavras "subjugar" e "dominar" são fortes, e há quem as acuse de estar na raiz da destruição ambiental — como se o texto desse ao homem uma licença para explorar o mundo sem limites. Precisamos encarar essa acusação com honestidade: nem suavizar o texto até ele desaparecer, nem lê-lo com os olhos do século XXI como se o autor antigo pensasse em fábricas e poluição. Vamos ver o que as palavras realmente dizem, e o que não dizem.
2. Contexto Histórico e Cultural
Para entender "subjugar" e "dominar", é preciso imaginar o mundo de quem escreveu. Não era um mundo de florestas ameaçadas por máquinas, mas o contrário: um mundo em que a natureza era imensa e o ser humano, pequeno e vulnerável. As feras eram um perigo real, a terra resistia ao arado, a sobrevivência exigia esforço diário para arrancar do solo o alimento. "Sujeitar a terra", naquele contexto, significava algo próximo de cultivá-la, torná-la habitável, arrancar dela o sustento — não devastá-la. Ninguém, na época, sonhava que a humanidade pudesse um dia ameaçar o planeta. O medo era o oposto.
Também aqui aparece a linguagem da realeza. Como vimos no versículo 26, "imagem de Deus" era um título de reis, e "dominar" (o verbo hebraico radah) é o verbo do governo de um rei sobre o seu reino. Ao dar esse encargo a todo ser humano, o texto está dizendo que a humanidade governa a criação como um rei governa um território — mas um rei que é, ele próprio, súdito de Deus. O homem não é o dono; é o representante do verdadeiro dono, encarregado de administrar o que não lhe pertence.
A bênção "frutificai e multiplicai" também tem cor de época. Num mundo de alta mortalidade, poucos recursos e famílias que eram, ao mesmo tempo, a força de trabalho e a segurança da velhice, ter muitos filhos era sinal de bênção e prosperidade. A mesma ordem reaparece depois do dilúvio, quando Deus recomeça a humanidade a partir de Noé, mostrando o quanto ela é central no plano de Deus para encher a terra de vida.
Por fim, vale um cuidado. Nos relatos vizinhos, como já se viu, o ser humano era feito para servir aos deuses de forma servil. Aqui, ele é abençoado, recebe autoridade e é enviado a uma tarefa digna. A missão não é escravidão; é participação no cuidado do mundo de Deus. Ler o mandato de domínio fora desse quadro é distorcê-lo.
3. Análise Teológica do Versículo
"E Deus os abençoou e lhes disse:"
Esta frase indica o favor e a autoridade divinos concedidos à humanidade. A bênção significa a aprovação e o revestimento de poder por parte de Deus. Na tradição bíblica, as bênçãos muitas vezes transmitem uma transferência de autoridade ou responsabilidade, como se vê no relato de Abraão. O fato de Deus falar diretamente à humanidade destaca a relação pessoal que Ele deseja ter com a sua criação.
"Frutificai e multiplicai,"
Este mandamento enfatiza a procriação e o crescimento das famílias humanas. Reflete a intenção de Deus de que a humanidade se expanda e encha a terra. No contexto cultural do antigo Oriente Próximo, as famílias numerosas eram indicadores de prosperidade e sinais de favor divino. Esse mandamento reaparece depois do dilúvio, sublinhando a sua importância no plano de Deus.
"e enchei a terra e sujeitai-a;"
A humanidade recebe tarefas que envolvem espalhar-se pela terra e exercer mordomia. A palavra "sujeitar" implica trazer ordem e cultivo ao mundo natural. Isso reflete a própria obra criadora de Deus e aparece em passagens relacionadas que tratam do domínio humano sobre a criação.
"e dominai sobre os peixes do mar e as aves do céu e todo animal que se move sobre a terra."
Esta frase estabelece a autoridade da humanidade sobre todas as criaturas vivas, destacando uma ordem hierárquica dentro da criação. Dominar não é explorar, mas governar de forma responsável. Jesus exemplifica o governo supremo por meio do serviço, e o seu reinado futuro há de restaurar e aperfeiçoar a criação.
4. Pessoas, Lugares e Eventos
Deus — o Criador que abençoa a humanidade e lhe atribui autoridade. É Ele quem toma a iniciativa da bênção e do encargo, mantendo-se como a fonte de onde vem todo o poder concedido.
Adão e Eva — os primeiros seres humanos que recebem a bênção de Deus e o mandato divino. Representam a humanidade inteira, chamada a frutificar e a administrar a criação.
A terra — o domínio confiado à humanidade para ser habitado e administrado. Não é propriedade do homem, mas território posto sob os seus cuidados.
A criação — o contexto vivo que abrange todas as criaturas colocadas sob o cuidado humano, o mundo que o ser humano deve governar em nome de Deus.
A bênção — o revestimento de poder divino que capacita a humanidade para a fecundidade e o governo, ponto de partida de toda a missão recebida.
5. Pontos de Ensino
A bênção da fecundidade
A ordem de Deus para frutificar e multiplicar é uma bênção, indicando o seu desejo pelo florescimento e pelo crescimento da vida humana. A multiplicação não é um peso, mas um dom.
Mordomia e responsabilidade
Sujeitar a terra implica uma administração responsável, e não a exploração dos recursos da criação. O encargo é de zelo, não de saque.
O papel único da humanidade
Feitos à imagem de Deus, os seres humanos refletem a autoridade e o cuidado divinos dentro da criação. Governam como representantes, não como donos.
O chamado a multiplicar
Estende-se para além da reprodução biológica, abrangendo também a expansão daquilo que é bom, verdadeiro e frutífero na vida humana.
Domínio com compaixão
Exercer autoridade exige refletir o caráter de Deus por meio do tratamento respeitoso da criação. O poder recebido tem a medida do cuidado de quem o concedeu.
6. Aspectos Filosóficos
Este versículo levanta uma das questões éticas mais atuais: qual é a relação certa entre o ser humano e a natureza? Três respostas costumam disputar espaço. A primeira coloca o homem como senhor absoluto, livre para usar o mundo como quiser. A segunda o dissolve na natureza, como se ele fosse apenas mais um animal, sem papel especial. A terceira, que o texto sustenta, é a mordomia: o ser humano tem, sim, um lugar de autoridade sobre a criação, mas essa autoridade é delegada e responsável — governa em nome de outro, e a outro presta contas.
É preciso encarar com honestidade a acusação moderna. Nas últimas décadas, houve quem apontasse este versículo como a raiz cultural da devastação ambiental: as palavras "subjugar" e "dominar" teriam autorizado o Ocidente a tratar a natureza como matéria bruta à disposição. A crítica tem um fundo de verdade — o texto foi, muitas vezes, lido como licença para explorar. Mas essa leitura força as palavras. O mesmo relato que dá o domínio ao homem apresenta a criação como "boa", propriedade de Deus, objeto do seu cuidado. Governar como imagem desse Deus não pode significar destruir o que Ele chamou de bom. O anacronismo, aqui, corre nos dois sentidos: nem o autor antigo pensava em crise ecológica, nem o texto autoriza a devastação que hoje conhecemos.
Ao mesmo tempo, seria desonesto suavizar as palavras até elas sumirem. Os verbos hebraicos são fortes, de conquista e governo. O texto não descreve uma humanidade tímida, de mãos atadas diante da natureza; descreve uma humanidade ativa, que cultiva, ordena, transforma o mundo e o torna habitável. Essa força é real e faz parte da vocação humana. A questão não é se o homem deve agir sobre o mundo — ele deve —, mas com que espírito: o do rei que serve ou o do tirano que saqueia.
No fundo, o versículo diz que poder e responsabilidade nascem juntos. Ter domínio sobre algo é ter também o dever de cuidar dele. Quanto maior a nossa capacidade de transformar o mundo — e hoje ela é imensa —, maior a nossa responsabilidade diante de quem confiou esse mundo às nossas mãos. O mandato de domínio, longe de ser licença para destruir, é justamente o que torna a destruição uma traição.
7. Aplicações Práticas
Cuidar do mundo como quem administra, não como quem possui. A terra foi confiada, não entregue como propriedade absoluta. Isso muda pequenas e grandes escolhas: não desperdiçar, tratar bem os animais, pensar nas gerações que virão. Cuidar da criação é levar a sério a missão que Deus deu ao homem.
Ver o trabalho como parte da vocação. Cultivar, ordenar, construir, transformar o mundo para melhor — tudo isso é resposta ao mandato recebido. O trabalho honesto não é castigo, mas participação no cuidado do mundo de Deus.
Receber a vida e a família como bênção. "Frutificai e multiplicai" lembra que gerar e criar vida é algo abençoado por Deus, não um fardo. Onde for possível, acolher a vida e cuidar dela é caminhar na direção do princípio.
Exercer autoridade com o espírito de servo. Quem tem poder — sobre pessoas, recursos, projetos — é chamado a governar como Deus governa: com cuidado, não com abuso. A medida do domínio verdadeiro é o bem de quem está sob ele.
Recusar tanto a devastação quanto a passividade. O texto não pede que o homem se cruze de braços diante da natureza, nem que a explore sem limite. Pede ação responsável — usar, cultivar e transformar o mundo cuidando dele. Fugir dos dois extremos é viver o mandato com equilíbrio.
Multiplicar o que é bom. Para além dos filhos, somos chamados a espalhar aquilo que dá vida — conhecimento, justiça, bondade, fé. Encher a terra é também enchê-la daquilo que reflete o caráter de Deus.
8. Perguntas e Respostas Reflexivas
1. Qual é o significado de Gênesis 1:28?
É a primeira fala de Deus dirigida ao ser humano: uma bênção de vida ("frutificai e multiplicai") e um encargo ("sujeitai a terra e dominai"). Aqui a humanidade recebe a sua primeira missão — encher a terra e administrar a criação como representante de Deus, sob a bênção dele.
2. Como Gênesis 1:28 orienta hoje o cuidado com a criação?
Orienta para a mordomia responsável. O domínio recebido é de um administrador que presta contas a Deus, dono verdadeiro do mundo. Explorar a criação sem cuidado trai o encargo; cultivá-la e protegê-la é justamente o que o texto pede. Poder, aqui, é sinônimo de responsabilidade.
3. O que "frutificai e multiplicai" significa para a vida familiar?
Apresenta a geração e a criação de vida como algo abençoado por Deus, e não como peso. Sem se transformar em regra rígida sobre número de filhos, a frase afirma que acolher e cuidar da vida está no coração do plano de Deus para a humanidade encher a terra.
4. Como Gênesis 1:28 se conecta com o Salmo 8:6 sobre o domínio?
O Salmo 8 é uma meditação admirada sobre este versículo: o salmista se espanta que Deus tenha coroado o ser humano de autoridade, pondo as obras de suas mãos debaixo dos seus pés. Um texto dá o mandato; o outro o transforma em louvor e assombro.
5. Como podemos "encher a terra" de forma responsável?
Não apenas povoando o mundo, mas enchendo-o daquilo que é bom — cultivando, ordenando e cuidando, em vez de saquear. Encher a terra de forma responsável é espalhar vida e cuidado, deixando o mundo melhor do que o encontramos, e não esgotado.
6. Como equilibrar o domínio com o cuidado ambiental?
Lembrando que o domínio é de um representante, não de um dono. O mesmo Deus que deu a autoridade chamou a criação de "boa" e continua a sustentá-la. Governar como imagem desse Deus é cuidar do que Ele ama. O verdadeiro domínio inclui, e não exclui, o cuidado ambiental.
7. Como Gênesis 1:28 define o papel da humanidade na criação?
Define o ser humano como o representante de Deus encarregado de administrar o mundo: abençoado para gerar vida e comissionado para governar a criação com responsabilidade. Não como tirano nem como espectador, mas como mordomo que age em nome de Deus e diante dele.
8. As palavras "sujeitar" e "dominar" autorizam a exploração da natureza?
Não, embora sejam palavras fortes. No contexto, são o vocabulário do governo de um rei que, ele mesmo, é súdito de Deus e representa um Criador que chamou o mundo de bom. Governar assim é cuidar, não devastar. Ler o versículo como licença para explorar é distorcer o que ele diz.
9. Conexão com Outros Textos
"E Deus abençoou Noé e seus filhos, e disse-lhes: Frutificai, e multiplicai, e enchei a terra:" (Gênesis 9:1)
Depois do dilúvio, Deus repete a Noé a mesma bênção dada no princípio, recomeçando a humanidade. O mandato de encher a terra atravessa o juízo e continua de pé — sinal de quão central ele é ao plano de Deus.
"Tu o fazes ter controle sobre as obras de tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés." (Salmo 8:6)
O salmista transforma o mandato de domínio em louvor admirado: é espantoso que Deus tenha confiado a criatura tão pequena o governo sobre a obra de suas mãos. O domínio é celebrado como dádiva, não como conquista humana.
"E vosso temor e vosso pavor será sobre todo animal da terra, e sobre toda ave dos céus... em vossa mão são entregues." (Gênesis 9:2)
Depois da queda e do dilúvio, a relação com os animais ganha um tom de temor que não havia no princípio. O domínio permanece, mas já não na harmonia original — sinal de que algo se quebrou entre o homem e a criação.
"Quanto aos céus, os céus são do SENHOR; mas a terra ele deu aos filhos dos homens." (Salmo 115:16)
O salmo resume o mandato: a terra foi confiada aos seres humanos. É entrega, não abdicação — Deus continua o dono dos céus e da terra, mas confiou o cuidado do mundo às mãos do homem.
10. Original Hebraico e Análise
Texto em português: Deus os abençoou e lhes disse: "Sejam férteis e multipliquem-se, encham a terra e a subjuguem; dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que se move sobre a terra."
Texto hebraico: וַיְבָרֶךְ אֹתָם אֱלֹהִים וַיֹּאמֶר לָהֶם אֱלֹהִים פְּרוּ וּרְבוּ וּמִלְאוּ אֶת־הָאָרֶץ וְכִבְשֻׁהָ וּרְדוּ בִּדְגַת הַיָּם וּבְעוֹף הַשָּׁמַיִם וּבְכָל־חַיָּה הָרֹמֶשֶׂת עַל־הָאָרֶץ׃
Transliteração: vayevárekh otam Elohim vayómer lahem Elohim peru urevu umil'u et-ha'árets vekhivshuha uredu bidgat hayyam uve'of hashamáyim uvekhol-chayyah haromeset al-ha'árets.
Análise palavra por palavra:
vayevárekh (וַיְבָרֶךְ) — "abençoou": a mesma bênção fora dada aos peixes e às aves; mas só ao ser humano Deus a acompanha de uma fala dirigida a ele ("disse-lhes"). A bênção, aqui, não é só desejo de fecundidade: é o revestimento de poder para uma missão. Deus capacita antes de comissionar.
peru urevu (פְּרוּ וּרְבוּ) — "frutificai e multiplicai": duas ordens que soam quase como uma só, reforçando a ideia de vida que se espalha. É a bênção da fecundidade, ligada à imagem de um mundo que deve encher-se de vida — a mesma ordem que voltará a Noé depois do dilúvio.
kavash (כבשׁ, aqui vekhivshuha, וְכִבְשֻׁהָ) — "e sujeitai-a": verbo forte, usado em outros lugares para submeter uma terra pela conquista ou pôr algo sob controle. Aplicado à terra, tem o sentido de dominá-la no trabalho — arar, cultivar, tornar produtivo um solo que resiste. É palavra de esforço e de ordem imposta ao caos da natureza bruta, não de destruição gratuita.
radah (רדה, aqui uredu, וּרְדוּ) — "e dominai": verbo do governo de reis sobre súditos. É a mesma raiz de "domine" no versículo 26. Forte, sim — mas o seu sentido é definido pelo modelo: quem governa é a imagem de um Deus que fez o mundo bom e sustenta as criaturas. O domínio do rei justo, e não a tirania do saqueador, é o padrão implícito. É honesto reconhecer a força da palavra e, ao mesmo tempo, o limite que o contexto lhe impõe.
Nota teológica: a força dos verbos kavash e radah não deve ser suavizada — o texto realmente entrega ao ser humano autoridade e mando sobre a criação. Mas essa força é enquadrada por tudo o que a cerca: quem domina é imagem de Deus, súdito do verdadeiro Rei, e governa um mundo que o próprio Deus declarou bom e continua a sustentar. Domínio, aqui, é o de um representante que presta contas, não o de um dono absoluto. A leitura que transforma o versículo em licença para devastar o planeta é um anacronismo que ignora esse enquadramento; e a leitura que apaga a força dos verbos, para tornar o texto inofensivo, é infidelidade ao hebraico. A verdade fica no meio, e é exigente: quanto maior o poder do homem sobre a criação, maior a sua responsabilidade diante de quem lha confiou.
11. Conclusão
Gênesis 1:28 é a primeira palavra que Deus dirige ao ser humano — e é bênção e missão ao mesmo tempo. A humanidade é abençoada para gerar vida e comissionada para encher a terra e governar a criação. Aqui nasce a vocação humana ao trabalho, ao cuidado e à responsabilidade sobre o mundo. Não somos criaturas sem tarefa; carregamos, desde a origem, um encargo.
Vimos que o versículo exige honestidade dos dois lados. As palavras "sujeitar" e "dominar" são fortes, e não devem ser diluídas até desaparecer; mas também não autorizam a devastação, porque descrevem o governo de um representante que presta contas a Deus e administra um mundo que o Criador chamou de bom. O debate ecológico moderno tem razão em cobrar cuidado, e erra quando culpa o texto por uma exploração que ele, lido em seu contexto, condena.
No fim, este versículo coloca diante de cada geração a mesma pergunta: o que estamos fazendo com o mundo que nos foi confiado? O poder humano sobre a criação nunca foi tão grande — e, por isso, a responsabilidade nunca foi tão séria. Viver o mandato de domínio, hoje, é governar a terra como quem um dia vai prestar contas ao seu verdadeiro dono.













